Lar, doce lar, ou Um post gigantesco que não diz absolutamente nada
Poucas coisas me aborrecem mais do que mudança e reforma. Quando voltei pra casa, aproveitei pra revirar nas minhas caixas de tranqueiras pra ver o que eu poderia trazer pra Londrina. Carregando aquelas caixas, abrindo e tirando tudo que tinha dentro (sem jamais conseguir colocar no lugar exatamente como estava, humpf), me lembrei do inferno que foi arrumar a mudança, láá no mês de fevereiro. E aquelas caixas estavam pesadas, isso fez a dor inexplicável no meu pulso aumentar, droga. Aí eu vi como tenho tantas coisas desnecessárias, pois nem tinha dado falta de muita coisa ainda. O mais difícil foi fazer tudo caber na mala depois.
Cheguei aqui na quarta de noite, tive aula na quinta e tal. Sou uma das únicas que estou aqui, e muita coisa mudou na minha ausência. Pra começar, estão reformando praticamente todo o lado externo da casa, pintaram o piso e o portão, etc. Esse maldito cheiro de tinta já está me dando dor de cabeça, ou eu que estou tomando xarope de groselha demais, não sei ao certo.
Outra coisa também é que mudei de quarto. Foi feito um pequeno remanejamento aqui, devido às circunstâncias agora estou num quarto individual, pagando o preço de um duplo (que é mais barato)! Viva! Tá certo que o quarto fica bem na frente, tem a claridade e o barulho da rua, mas pra quem dorme na sala assistindo TV, isso não é grande coisa. As minhas coisas estão todas fora do lugar, o que vai me garantir diversão por vários dias, já que ainda não tenho muito o que fazer.
Eu preciso arrumar o que fazer. O ócio das férias não me fez bem, definitivamente. Até comecei a acompanhar Páginas da Vida! Tá, não que eu nuunca tivesse olhado nenhuma novela, mas eu sempre assistia uns capítulos ocasionais. O caso está tão sério agora que eu ligo a TV na hora da novela! Sim, há algo errado comigo. E eu nem assisti o depoimento daquela tia lá, provavelmente eu estava fechada no meu pseudoquarto no apartamento da minha mãe (aquele quarto é do tamanho de uma cela, aproximadamente) escutando música.
Ah, eu preciso consultar um oftalmologista urgentemente. Ontem de tarde fui no posto de saúde ver se, por um acaso, tinha como agendar uma consulta. Tem, sim, pra daqui dois ou três meses. Até lá minhas lentes já criaram todos os tipos de fungos possíveis e imagináveis, e eu saio da consulta diretamente pra uma cirurgia de transplante de córnea. É, preciso de outra solução.
Isso não vem ao caso. Voltando do posto, passei por uma galeria de lojas que nunca tinha visto, ou ao menos nunca tinha prestado muita atenção. Resolvi entrar, e eis que fico chocada com que vejo: uma loja de CDs. Tá, até aí tudo bem, embora eu ache que Londrina tem pouca loja de CD pro meu gosto. Só que é uma loja mais, como diria? "Alternativa", eu acho, especializada em rock e seus derivados (nunca fui muito boa em nome de estilos musicais, eu só gosto e pronto), poderia perfeitamente fazer parte da Galeria do Rock. [/deslumbrada] Enfim, fiquei feliz por ir numa loja onde conhecem Attaque 77, o dono até disse que poderia encomendar um CD pra mim, se quisesse, já que, quando fui pra São Paulo, eu e o Baco andamos a Galeria inteeeira e não encontramos nada. =D Fiquei tão contente com meu achado que gastei R$10 em buttons. Nessas horas que eu agradeço aos céus por ser tão inteligente sortuda e ter conseguido passar no vestibular e vindo pra cá.
Eu, definitivamente, deveria parar de gastar todo meu dinheiro em CD. ¬¬
