Dactilus Nigrus

December 14, 2007

Ó só

Novo endereço, de volta ao Blogspot: http://afalsadesigner.blogspot.com/

March 3, 2007

Fazer camisetas é facinho assim, ó

Às vezes eu analiso friamente porque decidi fazer Design de Moda. Por exemplo, quando lembro que, aos 15 anos, enchi tanto o saco da minha mãe pra ela me dar uma máquina de costura e depois desisti porque não conseguia fazer mais de três pontos em linha reta. Entrar na faculdade não fez as coisas melhorarem, uma vez que as máquinas da UEL são possuídas por um espírito maligno.
Um dos milhares de trabalhos que entregamos ano passado foi uma camiseta. Uma camiseta branca, de manga curta, aparentemente simples. Só que nada é simples com aquelas máquinas do capeta. Depois da overloque ter comido um pedaço da manga, da galoneira ter se negado a fazer barras decentes e de ter sujado um pouco de óleo, quase desisti.
Apesar de todos os contratempos, isso não diminuiu a paixão que tenho por camisetas. Ela é o outdoor pessoal pra expor nossas idéias livremente. Qualquer um pode comprar (ou fazer, em casos mais extremos) uma camiseta branca e cortá-la, pintá-la, enfim, reformá-la, de modo que comunique uma mensagem. Na verdade, estou começando a achar que só entrei no curso pra aprender a fazer camisetas e poder abrir minha lojinha na Galeria do Rock. =P
Não importa se com uma camiseta de grife ou com uma de malha vagabunda, expresse-se! A roupa é uma das maiores formas de comunicação não-verbal (aulas de semiótica – eu mataria Charles Sanders Peirce, se ele já não estivesse morto), pode falar muito mais do que a gente imagina. Por isso, vista a sua camiseta e saia por aí! =D


Eu sei que o lugar do selo não é aqui. É que ainda não terminei de decifrar o Blogsome. Logo tomarei providências a respeito.

January 15, 2007

Bem-vinda ao mundo real

Eu sei que ninguém perguntou. Mas cá estou eu, de volta pra sempre, ou não. A maioria das pessoas começa um blog de maneira despretensiosa, querendo escrever apenas pra desabafar, exercer possíveis dotes literários e talz. Como escrevo pra desabafar e exerço meus dotes literários desde sempre (pena que ainda não aprendi a ser modesta), o que eu queria era que todo mundo lesse. Acho que já falei isso em algum momento.
Quando comecei a levar o blog a sério, estava no 2° ano do Ensino Médio. Eu não tinha nada mais de interessante pra fazer, me sentia extremamente entediada e convivia com pessoas que não me davam o valor que merecia (ó, eu disse que não sou modesta!). Os textos vieram, vieram, enfim…
Como sou uma loser com direito a L vermelho na testa, digo: o blog era tão importante pra mim porque eu não tinha vida social. Entenderam? Pessoas normais, saem sábado à noite, não ficam na internet escrevendo em blogs.
Em Londrina se abriu uma nova dimensão de vida que eu não conhecia: festas, bebedeiras, bafões generalizados. Passou a ser raro um sábado à noite em que eu ficasse em casa. Sem contar que, com uma média de 12 pessoas pra usar o computador, eu não me sentia bem escrevendo (arrã, ainda tenho dessas frescuras).
O blog foi ótimo pra mim, sem dúvida! Graças a ele que encontrei pessoas superlegais pra jogar conversa fora no MSN. Só que minha vida agora tem coisas a mais do que conversas no MSN (exceto quando estou em Cascavel, claro =/). Agora que posso escolher entre ficar em casa na internet ou ir pra uma festa beber drinques de composição desconhecida e não me lembrar de nada depois, o que eu escolho? (6)
Hum, acho que vou voltar com isso aqui. Antes que eu esqueça completamente como se escreve (como se algum dia eu realmente soubesse).
Resoluções para 2007: não ser tão egocêntria e tentar não transformar isso num diarinho bobo. 
Grata pela compreensão.

*** 
Lazy Jane, all the time
Painting lines
You are sleeping at bus stops
Wondering how you got your name
And what you’re going to do about it
Lazy Line Painter Jane - Belle & Sebastian 

July 29, 2006

Lar, doce lar, ou Um post gigantesco que não diz absolutamente nada

Poucas coisas me aborrecem mais do que mudança e reforma. Quando voltei pra casa, aproveitei pra revirar nas minhas caixas de tranqueiras pra ver o que eu poderia trazer pra Londrina. Carregando aquelas caixas, abrindo e tirando tudo que tinha dentro (sem jamais conseguir colocar no lugar exatamente como estava, humpf), me lembrei do inferno que foi arrumar a mudança, láá no mês de fevereiro. E aquelas caixas estavam pesadas, isso fez a dor inexplicável no meu pulso aumentar, droga. Aí eu vi como tenho tantas coisas desnecessárias, pois nem tinha dado falta de muita coisa ainda. O mais difícil foi fazer tudo caber na mala depois.
Cheguei aqui na quarta de noite, tive aula na quinta e tal. Sou uma das únicas que estou aqui, e muita coisa mudou na minha ausência. Pra começar, estão reformando praticamente todo o lado externo da casa, pintaram o piso e o portão, etc. Esse maldito cheiro de tinta já está me dando dor de cabeça, ou eu que estou tomando xarope de groselha demais, não sei ao certo.
Outra coisa também é que mudei de quarto. Foi feito um pequeno remanejamento aqui, devido às circunstâncias agora estou num quarto individual, pagando o preço de um duplo (que é mais barato)! Viva! Tá certo que o quarto fica bem na frente, tem a claridade e o barulho da rua, mas pra quem dorme na sala assistindo TV, isso não é grande coisa. As minhas coisas estão todas fora do lugar, o que vai me garantir diversão por vários dias, já que ainda não tenho muito o que fazer.
Eu preciso arrumar o que fazer. O ócio das férias não me fez bem, definitivamente. Até comecei a acompanhar Páginas da Vida! Tá, não que eu nuunca tivesse olhado nenhuma novela, mas eu sempre assistia uns capítulos ocasionais. O caso está tão sério agora que eu ligo a TV na hora da novela! Sim, há algo errado comigo. E eu nem assisti o depoimento daquela tia lá, provavelmente eu estava fechada no meu pseudoquarto no apartamento da minha mãe (aquele quarto é do tamanho de uma cela, aproximadamente) escutando música.
Ah, eu preciso consultar um oftalmologista urgentemente. Ontem de tarde fui no posto de saúde ver se, por um acaso, tinha como agendar uma consulta. Tem, sim, pra daqui dois ou três meses. Até lá minhas lentes já criaram todos os tipos de fungos possíveis e imagináveis, e eu saio da consulta diretamente pra uma cirurgia de transplante de córnea. É, preciso de outra solução.
Isso não vem ao caso. Voltando do posto, passei por uma galeria de lojas que nunca tinha visto, ou ao menos nunca tinha prestado muita atenção. Resolvi entrar, e eis que fico chocada com que vejo: uma loja de CDs. Tá, até aí tudo bem, embora eu ache que Londrina tem pouca loja de CD pro meu gosto. Só que é uma loja mais, como diria? "Alternativa", eu acho, especializada em rock e seus derivados (nunca fui muito boa em nome de estilos musicais, eu só gosto e pronto), poderia perfeitamente fazer parte da Galeria do Rock. [/deslumbrada] Enfim, fiquei feliz por ir numa loja onde conhecem Attaque 77, o dono até disse que poderia encomendar um CD pra mim, se quisesse, já que, quando fui pra São Paulo, eu e o Baco andamos a Galeria inteeeira e não encontramos nada. =D Fiquei tão contente com meu achado que gastei R$10 em buttons. Nessas horas que eu agradeço aos céus por ser tão inteligente sortuda e ter conseguido passar no vestibular e vindo pra cá.
Eu, definitivamente, deveria parar de gastar todo meu dinheiro em CD. ¬¬

July 26, 2006

Férias frustradas em Cascavel

Filed under: A filha turista

Não que as minhas férias tenham sido necessariamente ruins. Só não foram boas, sabe? O tédio me consumiu como sempre, o que foi até bom, pois já tinha esquecido como era dormir mais de quatro horas por noite, por conta dos trabalhos de fim de bimestre. Apesar de alguns pequenos contratempos, como ter ficado sem internet quase uma semana inteira e não ter podido ir ao oftalmologista porque esqueci de pedir dinheiro pro meu pai pra pagar a consulta e comprar as lentes, deu tudo certo, eu acho. O que importa é que amanhã já estarei voltando pra Londrina, cidade em que moro há apenas quatro meses (uau!) mas já gosto demais. Como sou uma pessoa precavida, já comecei a estudar meu provável roteiro de férias de verão, já que serão três meses pra viajar pelo Brasil. Até faria algum amigo no Acre, pra ter mais um lugar pra conhecer, mas isso não será possível, pois o Acre não existe.
Se eu soubesse que a galera dumau ia incendiar metade de São Paulo, o que impossibilitou minha viagem, não teria trazido metade do meu guarda-roupa (uma dúzia de camisetas e duas calças), já que eu pensei no trajeto Londrina - Cascavel - São Paulo - Londrina. Afinal, eu estou de férias, e nada me impede de passar a semana inteira com a mesma roupa. Sem contar que a mala fica mais leve e sobra mais espaço pras bolachas recheadas. =D
E esse fim-de-semana houve o acontecimento do ano: o aniversário do Eric. Tá todo mundo falando nisso e eu nem fui, mimimi. Por isso que odeeeeio ser pobre e morar longe, humpf.
* * *
No cinema com Elisa
Nesse domingo de extremo ócio nessa cidade, Elisa me chama pra ver Piratas do Caribe 2, mas os ingressos já tinham acabado, então assistimos Superman. O que foi um ótimo negócio, já que o Superman é muito gostoso. (heh) E aquela Lois Lane é uma biscate. Quase esmaguei a mão da Elisa nos momentos tensos do filme, mas pô!, é angustiante ver os comparsas do Lex Luthor enfiando a cara do Superman numa poça d’água e desmanchando o topetinho dele. Enfim, pelo menos dessa vez ficamos num lugar bom, que não me rendeu um torcicolo, como aconteceu quando assisti As Loucuras de Dick e Jane e O Código Da Vinci. Claro que fiz algumas observações sobre o filme, mas agora não me lembro. Devia ter anotado na hora.

Cara estranho da redação do Planeta Diário que usa gravata-borboleta, pra Clark Kent:
- Eu sei que a Lois jamais vai admitir, mas ela ainda está apaixonada por você sabe quem.
A Lois Lane era apaixonada pelo Voldemort? o.O

E eu tô dizendo que o diretor do filme é gay e por isso o uniforme do Superman pende levemente prum tom violáceo, diferente do azul de antes [/estudante de Moda], mas ninguém acredita em mim!
* * *
Operação Franz Ferdinand
Um excerto de um diálogo emessênico:
Elisa: eu tô dando um rim por um iPod
Eu: eu tô dando um rim, um pedaço do fígado, um ovário e um pulmão por um ingresso pro show do Franz Ferdinand =D

Aí vocês já podem ter uma idéia do meu drama.

 
Porque eu não vou gastar dinheiro com cofre, né? Sem contar que ganhei a Coca-Cola e a bebi. =9 

Atualmente estou recrutando pessoas pra me fazerem companhia, já que São Paulo é uma cidade deveras grande e ninguém quer ver uma garotinha do Interior pisoteada no meio de um show, né?  (Eric, eu não te pedi, não te perguntei se tu quer ir: tu VAI, e agora todo mundo sabe disso. E caso ele mude de idéia, quero que todos me ajudem num ato terrorista contra ele, certo? Eu sabia que podia contar com vocês! =D)
Depositei R$51, com mais R$50 que vou colocar assim que a preguiça me deixar ir ao banco, meu irmão me ajudou com R$8 e minha mãe e meu padrasto com R$20, são todo um total de R$129, o equivalente a:
64 dias de transporte até a UEL; ou
32 Top Sundaes; ou 
67 almoços no R.U.
Aceito donativos de qualquer espécie. ^.^
* * *
Nota nadavê com o post
O Dunga é o novo técnico da seleção brasileira!! Vamos ver se um "gaúcho da pequena Ijuí" (Léo Batista, Globo Esporte de hoje) dá jeito nas coisas. \o/ São os ijuienses dominando o mundo!! 

***
I flirt with every flighty thing
That falls my way
Come on home - Franz Ferdinand

July 23, 2006

Como me irritar profundamente no MSN - Parte 2

A lista continua, já que eu sou mal-humorada, como já mencionei.
* * *
Excesso de winks, emoticons e demais frescuragens
Esse foi um dos motivos fortes que me fez bloquear meu irmão. Não há nada mais angustiante e que agrida meus pobres olhos com sete graus de miopia do que ver aquele milhão de letras e caretinhas piscando. Tem vezes que a palavra fica completamente incompreensível, então tenho que clicar com o botão direito sobre a entidade piscante pra ver qual é o atalho a que ela corresponde. Isso dá um trabalhão danado. =P
* * *
Pedido de atenção
O infeliz que inventou esse recurso deve passar o resto da eternidade no inferno, sendo torturado com requintes de crueldade. Alguém vê alguma outra utilidade nessa tranqueira além de irritar os outros? Acho que não, né? Sinto uma vontade profunda de bloquear quem faz isso, só não faço porque eu não bloqueio ninguém, devido ao meu bom coração. Se eu demoro pra responder as mensagens provavelmente é porque estou ocupada, então um pedido de atenção não vai me fazer mudar de idéia. E se eu não respondo simplesmente porque não estou mais a fim de conversar, não vai ser um pedido de atenção estúpido que mudará minhas convicções (pelo contrário, ficarei mais convicta a ignorar a pessoa).
* * *
Pedidos de foto ou webcam
Quando vocês, ó amados que lêem isso aqui e têm o desprazer de conversar comigo, pedem, eu não me importo, já que a maioria sabe como eu abomino qualquer maneira de mostrar minha imagem, mesmo assim a curiosidade prevalece. Aí, depois de intensas negociações, eu topo mandar uma foto, sendo que eu geralmente apareço beeem de longe. O que me estressa são esses infelizes que aparecem surgidos sabe-se lá de onde, que depois de um "Oi, tudo bem? De onde tc?" trivial, perguntam: "Tem foto?". Sou seca, praticamente estúpida: "Não". Claro que por MSN ele não tem o impacto que eu gostaria, o que é uma pena. Pedir pra ligar a cam, então, é algo completamente fora de cogitação (não pra vocês, claro, estou sempre disposta a negociar). Tá, às vezes não fazem por mal, eu que exagero na minha rabugice. Mas ignorar meu "Não" e continuar insistindo é pedir pra ser bloqueado (mesmo eu não bloqueando ninguém =P).
* * *
Erros de português
Às vezes eu paro pra pensar e vejo o quão chata sou. Até nisso eu reparo. Claro que eu sei quando é um simples erro de digitação (já escrevi quizer, ou algo parecido, simplesmente porque o Z e o S insistem em ficar tão próximos), mas algumas coisas são grosseiras, no mínimo. Tipo um foce (no lugar do fosse) ou até - meu Deus! - um foçe, é algo indesculpável. Nem eu, com as unhas compridas (cara, é muuuito horrível digitar com as unhas compridas!) sou capaz disso. =F
* * *
Depois disso, ninguém mais vai aparecer online no meu MSN, e eu nem vou saber por que… 
* * *
Operação Franz Ferdinand
Faltando dois meses pro show, comecei uma poupança, sendo que o dinheiro depositado até agora é o que eu gastaria com passagem a São Paulo. =~
Depositei R$51, meu irmão pirralho me ajudou com mais R$2. Isso perfaz todo um total de R$53, o equivalente a:
26 dias de transporte até a UEL; ou
13 Top Sundaes; ou 
27 almoços no R.U.
Aceito donativos de qualquer espécie. ^.^ 

July 20, 2006

Como me irritar profundamente no MSN - Parte 1

São várias as coisas que me irritam durante uma conversa no MSN, uma vez que sou uma pessoa um tanto mal-humorada. Umas me aborrecem mais, outras menos, mas uma das coisas que mais me estressa são pessoas que não têm o que conversar e vêm conversar comigo. A falta de assunto não é exatamente um problema pra mim, só que o mínimo que eu espero é que a pessoa tenha o que falar antes de mandar um "oi".
Antes que eu seja bloqueada por todo mundo que lê isso aqui e me tem no MSN, saibam, meus amados: isso não se aplica a vocês. Isso é única e exclusivamente pros que me adicionam por meio de Orkut ou qualquer outra maneira que desconheço. Esclarecido? Eu gosto de vocês e sempre vou gostar (eu acho).
Continuando a explicação: eu não me importo de começar uma conversa sem compromisso. Puxar papo com alguém só quando tenho alguma coisa pra contar ou pra perguntar é um método meu, porque eu sempre tenho maneiras corretas de fazer as coisas. Mas se, por acaso, você só tem eu online ou qualquer outra coisa, pode vim conversar sem nenhum motivo especial. Só não espere que eu puxe assunto. As coisas fluem naturalmente. Se o assunto morre por algum momento, deixe quieto, até ter alguma bobagem pra falar. Isso me deixa angustiada, mas ainda acho melhor do que ler um "Puxa um assunto".
Eu não sei puxar assunto e não gosto de puxar assunto assim, sob pressão. Isso faz qualquer um entrar pra provável lista de bloqueados meus (mentira, eu não tenho lista de bloqueados, já que tenho pena de bloquear as pessoas. Só bloqueei meu irmão, porque ser pentelhada pelo irmão pirralho a centenas de quilômetros de distância ninguém merece!).
A seguir, trechos de uma conversa que tive com um cidadão que me achou em alguma comunidade noite dessas. Eu até que tava gostando da conversa, mas claro que teve um momento em que me irritei, isso sempre acontece. Contexto: eu estava mal-humorada porque minha mãe barrou minha viagem a Sampa. Foi uma das primeiras coisas que falei pra ele.
(…)
ele: entaum
eu: é
ele: sera
ele: kkkkkkkkkkkkkkk
eu:  =)
ele: vc tem alguma coisa pa falar
eu: não
ele: serio
eu: é
ele: eu tbm nao tenho 
eu: que coisa, não?
ele: é verdade 
ele: gosto da minha imagem
[um desenhinho qualquer]
eu: sim, bonita
ele: kkkkkkkkkkkkkk
eu: hahahah
ele: e´ruim ficar sem assunto
eu: é
ele: faze o que 
eu: =\
ele: kkk

Perceberam toda a  minha simpatia? =]
Depois começamos a falar da faculdade, e ele falou mal do meu curso! Disse que é curso de corte e costura, vê se pode! Isso é uma das coisas que mais irrita um aspirante a designer de moda como eu. E boa parte dos pontos que ele ganhou comigo se perderam nessa hora.
Às vezes eu acho divertido ter o MSN no perfil do Orkut pra qualquer um poder ver e adicionar. Só que  me aparece cada mala que eu penso em mudar de idéia, humpf.
Sendo eu tão estressável, a lista continua um dia desses. 

***
I know that you will surrender
I want this fantastic passion
Darts of pleasure - Franz Ferdinand

July 18, 2006

As mães são seres extremamente bipolares

Filed under: A filha turista

Uma semana antes das férias, ao telefone:
- Então, vou ficar três semanas trancada nesse apartamento?
- Não, tu pode dar uma voltinha no corredor de vez em quando.
- É que eu queria ir pra São Paulo…
- Fala com teu pai, se ele der a verba tu vai.

Daniela aguarda ansiosamente pelo telefonema do pai, após isso faz as negociações e dá pulos dessa altura [imagine uma mão a um metro do chão] de felicidade. 
Segunda semana de férias, no apartamento:
- Quando vou comprar minha passagem?
- Tu tá pensando em ir quando?
- Na sexta-feira.
- Pra onde?
- Pra São Paulo…
- O que tu vai te enfiar lá? Não entendo essa tua necessidade de ir!
- =’/

O beiço de descontentamento de Daniela arrasta no chão.
Instantes depois, assistindo no Jornal Nacional uma reportagem sobre o julgamento de Suzane Von Richtofen.
- Por que será que ela fez isso? Será que a mãe dela também não quis deixar ela viajar? Depois uma Suzane da vida mata os pais e ninguém sabe por quê…
- Te pára de louca, Daniela!

Daniela se retira da cozinha e vai pro quarto escutar Foo Fighters.
* * *
Como alguém pode mudar de idéia tão rápido? Só porque jogam bombas de vez em quando nos ônibus minha mãe acha que tá perigoso? Ora, isso acontece em todo lugar. =P
Mas ó: em setembro não quero nem saber, eu vou no show do Franz Ferdinand! Mesmo que eu tenha que vender meu corpo balinhas na sinaleira, mesmo que estejam incendiando um ônibus por hora, nada me deterá!
Tava bom demais pra ser verdade mesmo, eu devia ter desconfiado.
Murphy strikes again.

***
I see losers losing everywhere
If I lose it’ll only be the damn I give for another
This boy - Franz Ferdinand

July 15, 2006

Uma temporada de ócio nada criativo

Filed under: A filha turista

Depois de sobreviver ao projeto (des)integrador e a noites em claro fazendo trabalhos, finalmente chegaram as merecidas férias. Como toda filha que estuda fora, sou obrigada a voltar pra casa da mãe, mesmo não estando com tanta vontade assim e sabendo que serão os dias mais improdutivos do ano.
* * *
Cascavel, essa cidade estranha
Não chego a chamá-la de Cascahell, como faz a Elisa, mas também não a considero a cidade mais emocionante que conheço. Provavelmente eu estaria entediada do mesmo jeito se estivesse em Ijuí, mas pelo menos em Ijuí eu tenho meus amigos, o que não acontece aqui. Meus dias se resumem a ficar trancada num apartamento gélido, cuja vista da sala é a da garagem do prédio e do meu quarto é da área de serviço, dormindo ou lendo. Claro que eu até tenho o que fazer, como pensar em coisas supimpas pro Catuaí Collection, mas minhas pupilas pesam toda vez que penso em algo, e eu simplesmente viro pro lado no sofá e durmo.
Às vezes eu me encorajo a dar umas bandas pelo Centro (aliás, o apartamento é no Centro). As ruas são planas demais, um tanto desertas (talvez eu ainda esteja habituada às subidas e descidas de Ijuí =P). O comércio é irregular, já que pro lado que a gente se vira tem uma farmácia, mas uma loja de CDs, ou uma papelaria, é difícil de achar. Pra falar a verdade, ainda não entendi por que raios tem tanta farmácia aqui, credo! Os nomes dos estabelecimentos comerciais não são muito originais. Minha mãe disse que já viu vários Alguma Coisa & Cia. (particularmente só me lembro de Constru & Cia.), mas eu concentrei minha busca nos terminados em vel. E como tem! Pizzavel, Extinvel, Ciclovel, Maquiavel (¬¬)… Numa volta de carro não muito longa conto uns doze, pelo menos. Isso que eu sempre esqueço de levar um papel pra anotar, e minha mente só tem capacidade pra armazenar três nomes de cada vez. Povinho sem criatividade!
Nessas minhas andanças, ao menos, já encontrei uma loja que vende Cavalera (só que não tem nada em estoque, humpf) e um McDonald’s, essencial pra suprir meu vício de Top Sundae (já que o de esfihas não pode, pois não tem Habib’s aqui =\).
Eu não trocaria Londrina por Cascavel nunca! Se bem que aqui tem o meu padrasto pra me entupir de doces… =D
* * *
Motivos pra odiar minha mãe de vez em quando
Expliquemos o causo: minha mãe veio pra cá morar no apartamento do namorado dela. Certo, até aí todo mundo sabia. Só que a linha telefônica estava no nome do filho dele. Óquei. Aí minha mãe achou que seria mais cômodo ter uma linha de telefone no nome dele. Certo. Como é muito burocrático transferir uma linha, minha mãe achou mais prático cancelar essa e instalar outra (falando assim até parece que minha mãe é a rainha da praticidade). Até aí estamos de acordo. Só que ela resolveu fazer isso essa semana, comigo aqui querendo usar a internet todo o dia e tal e coisa. Pode uma coisa dessas? Isso foi na terça à tarde. O prazo pra instalação da nova linha era de sete dias, e eu estava temendo pelo meu fim-de-semana offline. Não aguentando mais esperar, na quinta fui a uma lan house, extravasar um pouco (acredita que me extorquiram DOIS reais por meia hora de uso? É um inferno mesmo!). Felizmente, o serviço muito ineficiente da Brasil Telecom veio aqui hoje de tarde, o que me possibilita estar aqui agora escrevendo esse fabuloso post pros meus 0,06 leitores.
O que eu queria mesmo era estar escrevendo esse post furiosa, enfiada numa lan house em forma de protesto (gastando o meu dinheiro, o que é o lado ruim da história) por a minha mãe sempre fazer as coisas da pior maneira possível e ignoranddo completamente sua amada filha do coração (acredite, sou eu). Só que como acabou tudo bem, não há mais razão de ser. Sou uma rebelde sem causa.
* * *
Update: 
[diarinho] A Elisa salvou meu dia, me levando numa sorveteria muuito boa daqui, melhor até do que a que tem quase do lado da pensão. Quase passei mal de tanto comer. =9 Saímos eu, ela e as duas primas dela, que eu não tinha percebido que são gêmeas (idênticas, por sinal), só porque uma usa franja e a outra não. =F (tenho graves problemas cognitivos, pelo jeito) Depois demos uma volta no shopping e tal. Ela é muito querida e sabe dirigir, eu recomendo! =D
Mais uma amizade virtual que se tornou real. ^.^ [/diarinho]

***
I know what you’re thinking
I don’t need your reasons
Don’t tell me ‘cause it hurts
Don’t speak - No Doubt

July 8, 2006

Ainda no clima de Copa (que está quase no fim, ufa!)

Num dos momentos de ócio na casa da minha mãe, durante o feriado prolongado, peguei o álbum de figurinhas da Copa do meu irmão. Observando-o antentamente, um fato me deixou deveras intrigada: por que as seleções de Gana, Angola e Arábia Saudita têm somente uma página cada uma, enquanto que as outras ocupam duas? Só porque os jogadores não são lindos, louros e esbeltos, como os da Itália, por exemplo? Ou a Panini queria economizar mesmo? Não sei, só sei que todo mundo sempre soube que o Galvão Bueno mora em Londrina, menos eu. =P
* * *
Eu ia aproveitar um dos meus infinitos momentos de ócio pra escolher os dez nomes mais impronunciáveis, ou que rendem os trocadilhos mais infames, mas essa tarefa é melhor deixar pra quem sabe. Enquanto isso vou me trancar no quarto, colocarei o som bem alto e tentarei esquecer que o mundo só fala de futebol esses dias, ô inferno!
* * *
Como já falei, tudo é associado à Copa. Na maior das inocências (mentira, eu fiz de propósito, só pra provocar =P), pintei as unhas de azul e branco. Quando as gurias viram, quase tiveram um ataque histérico, me mandaram tirar o esmalte imediatamente: onde já se viu, torcer pra Argentina? Ai minha santa paciência, tenha dó! Não se pode nem mais pintar as unhas de azul e branco em paz? Claro que não cedi. As unhas são minhas e eu pinto do jeito que eu querer, e que se foda a Copa!
* * *
Em sinal de protesto, não assisti ao jogo do Brasil. Fiquei trancada no quarto terminando meu projeto (des)integrador, uma vez que graças a esses jogos malditos eu tinha perdido dois dias inteiros de trabalho, o que atrasou meu cronograma. Só saí do quarto nos cinco minutos finais, pois fui ver por que diabos as gurias gritavam tanto na sala. O que mais me chateou nessa desclassificação foi que a cidade virou um inferno nos dias de jogos por nada!! Nem deu tempo de ficar feliz pelo incômodo ter acabado, já que os jogos agora nem atrapalhariam tanto.
Enfim, agora é só esperar por mais uma temporada de caos daqui quatro anos.





















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